Empreendedorismo social: Porquê que nos devemos importar

O desenvolvimento de negócios com o objectivo de beneficiar a sociedade local e global com principal foco nos problemas sociais e na sociedade que os enfrenta é a definição de empreendedorismo social.

Não tendo como principal objectivo a geração de lucro mas sim a busca de valor na forma de benefícios transformacionais, o empreendedor social é portanto alguém que observa a negligência, a marginalização ou qualquer outro problema de um determinado segmento da sociedade e encontra nessa situação inspiração para agir através da sua criatividade, coragem e força, estabelecendo um cenário que assegure benefícios permanentes para esse grupo-alvo e para a sociedade no geral.


Porquê que nos devemos importar?


O empreendedorismo social busca resgatar pessoas em situações de risco social e promover a melhoria da sua condição de vida na sociedade através da geração de capital social, inclusão e emancipação social, transformando assim indivíduos que estariam inicialmente condenados a uma vida sem qualquer participação positiva na sociedade a membros activos da sua comunidade e que geram diariamente resultados significativamente benéficos para a mesma.


Motivo suficiente para nos importarmos? Não?


De seguida transcrevo alguns exemplos de empreendedores sociais que estão a mudar comunidades evitando que sofram com doenças, com a melhoria do meio ambiente, criando empregos e muito mais, espero que mude de ideias!


1. Institute for OneWorld Health – Victoria Hale

Victoria Hale é uma cientista farmacêutica que foi ficando cada vez mais desiludida com as forças do mercado que dominam a sua área de actuação. Embora as grandes empresas farmacêuticas detivessem patentes de medicamentos capazes de curar inúmeras doenças infecciosas, os medicamentos não foram desenvolvidos por uma simples razão: as populações que mais necessitavam desses remédios não podiam pagar por eles.

Impulsionada pela exigência de gerar lucros financeiros para os seus accionistas, a indústria farmacêutica estava focada na criação e comercialização de medicamentos para doenças que afligem os ricos, vivendo principalmente nos mercados mundiais desenvolvidos, ou seja, que poderiam pagar por eles.

Hale decidiu desafiar esse equilíbrio estável, que ela considerava injusto e intolerável através da criação do Institute for OneWorld Health, a primeira empresa farmacêutica sem fins lucrativos do mundo, cuja missão é garantir que os medicamentos direcionados a doenças infecciosas no mundo em desenvolvimento cheguem às pessoas que delas precisam, independentemente da sua capacidade financeira. Hale desenvolveu, testou e garantiu com sucesso a aprovação regulatória do governo indiano para o seu primeiro medicamento, a paromomicina, que proporciona, sem grandes custos, a cura para a leishmaniose visceral, uma doença que mata mais de 200.000 pessoas a cada ano.

Website: https://oneworldhealth.com/


2. Tiwale – Ellen Chilemba

Chilemba fundou Tiwale, uma empresa social com fins lucrativos no Malawi quando ela tinha apenas 17 anos. Nos últimos três anos, a organização apoiou 150 mulheres com formação empresarial e profissional, e ajudou 40 mulheres a iniciar negócios ou a encontrar emprego. Recentemente, Tiwale assegurou o seu primeiro espaço de escritório dedicado com salas de aula e um workshop para uma nova iniciativa de design de tecidos que gera receitas para os participantes do programa e ajuda a sustentar a organização.

Website: https://www.tiwale.org/


3. mPharma – Gregory Rockson

A empresa social mPharma, sediada no Ghana, gere o inventário de receitas para as farmácias para tornar os medicamentos mais acessíveis para africanos. Iniciada há cinco anos, a empresa expandiu-se em 2019 com a compra da segunda maior cadeia de farmácias do Quénia e o lançamento de novas iniciativas, incluindo um programa de financiamento para o tratamento do cancro da mama na Nigéria.

A mPharma ganhou $1,5 milhões este ano do bilionário Ebay Jeff Skoll e planeia eventualmente fornecer medicamentos acessíveis a hospitais públicos, bem como farmácias, disse o fundador Gregory Rockson.

Website: https://mpharma.com/


4. Justea – Paul Bain

Paul e a equipa JusTea, com sede em Vancouver B.C., associaram-se directamente com os produtores de chá quenianos para fornecer chá de comércio justo ético, rico em antioxidantes e produzido de forma sustentável.

O que começou com uma viagem a África em 2012 com o seu pai, transformou-se em mais de 200 empregos para mulheres e jovens nas zonas rurais do Quénia e na fundação da primeira fábrica de chá artesanal de pequena escala de sempre no país, propriedade de agricultores.

Website: https://justea.com/


5. Bodhi Surf + Yoga – Travis, Pilar and Adrianne

Em 2010, quatro amigos de vários cantos do mundo uniram forças para criar uma empresa de turismo responsável cujo objectivo principal era facilitar o ensino de surf e yoga de alta qualidade dentro dos limites relativamente pouco desenvolvidos da Bahia Ballena-Uvita, Costa Rica. Dado o estado imaculado dos seus arredores, os co-fundadores decidiram que o seu negócio deveria ser utilizado como um veículo para facilitar uma mudança social e ambiental positiva, tanto nas suas comunidades locais como globais. Ao longo dos anos, este negócio cresceu e evoluiu para o que é hoje uma Corporação B certificada.

Website: https://www.bodhisurfyoga.com/


6. Toolboksi - Julius .J. Mbungo

Iniciada na Tanzânia, Toolboksi é uma plataforma online que visa reduzir o desemprego no sector informal, ligando pessoas que procuram carpintaria, trabalhos de bombagem ou de construção com artesãos locais e artesãos qualificados nessas áreas.

A empresa de dois anos já facilitou mais de 3.000 transacções até à data. Em 2019, Toolboksi ganhou o prémio "Best Social Impact Start-up" pelo seu crescimento nos Prémios "Southern Africa Start-up Awards".

Website: https://www.toolboksi.com/home


7. SiyaBuddy - Siyabonga Tshabalala e Nomuntu Ndhlovu

SiyaBuddy é uma empresa de reciclagem e gestão de resíduos na África do Sul que tem como objectivo criar empregos enquanto ajuda o ambiente. A start-up compra resíduos de colectores locais, na sua maioria mulheres, e vende-os a empresas de reciclagem.

A Siyabuddy está actualmente a desenvolver um sistema para comercializar a utilização de larvas de mosca-soldado negro para a produção de composto. A empresa fornece emprego indirecto a mais de 1.000 pessoas, 80% das quais são do sexo feminino. A Siyabuddy foi fundada por Siyabonga Tshabalala e Nomuntu Ndhlovu e 25% das suas acções pertencem aos seus empregados.

Website: http://www.siyabuddy.co.za/


8. FarmCrowdy - Onyeka Akumah

A Farmcrowdy é uma plataforma digital de crédito na Nigéria que liga os agricultores a pequenos investidores que os podem financiar durante uma estação e recolher um pequeno retorno aquando da colheita. O seu objectivo é reduzir a fome e a pobreza através do aumento da produção alimentar.

Com mais de 25.000 pequenos agricultores envolvidos, a Farmcrowdy tem vindo a crescer rapidamente desde o seu lançamento há três anos. Ganhou ímpeto em 2019, ganhando uma série de prémios, incluindo o "Africa's Innovative Business of the Year" pelos "British Awards for African Development".

Website: https://www.farmcrowdy.com/


E que tal? Devemos nos importar com o empreendedorismo social?


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