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  • Melanie Figueiredo

Economia Circular: Empreendedorismo e Inovação

Por uma sociedade sem desperdício devemos optar por uma economia circular, mas… afinal o que é economia circular? E em que economia é que estamos?


Durante muito tempo, a nossa economia tem sido 'linear', pois… o que significa que as matérias-primas são utilizadas para fazer um produto, e após a sua utilização, qualquer resíduo (por exemplo, embalagens) é deitado fora.

Numa economia baseada na reciclagem, os materiais são reutilizados, por exemplo, os resíduos de vidro são utilizados para fazer vidro novo e os resíduos de papel são utilizados para fazer papel novo. Para assegurar que no futuro haja matérias-primas suficientes para alimentação, abrigo, aquecimento e outras necessidades, a nossa economia deve tornar-se circular, isto significa prevenir o desperdício, tornando os produtos e materiais mais eficientes e reutilizando-os.

Se forem necessárias novas matérias-primas, estas devem ser obtidas de forma sustentável, para que o ambiente natural e humano não seja danificado.

A transição para uma economia circular não se resume a ajustes destinados a reduzir os impactos negativos da economia linear, pelo contrário, representa uma mudança sistémica que constrói resiliência a longo prazo, gera oportunidades comerciais e económicas, e proporciona benefícios ambientais e sociais.


E falando em oportunidades comerciais e económicas!


Para inspirar os nossos empreendedores reuni alguns exemplos de empresas que apostam fortemente em modelos de negócio que têm como base a economia circular, aqui vão:


  • A Jungle Concept é a empresa-mãe da Jungle Greens, a primeira empresa europeia a oferecer uma solução para o cultivo local de plantas com zero pesticidas. A Jungle Concept é, à data de hoje, capaz de fornecer soluções “chave na mão” aos seus clientes que pretendam uma solução de Agricultura Vertical.


  • O conceito da monstros é fazer do velho algo completamente novo, criativo e original. ​A proposta destes seres mutantes é transformar monos e dar-lhes uma nova vida, combatendo o consumo através da eco-escolha. Apostam na reciclagem, seja pelo restauro, em que as peças são revitalizadas, ou pela recuperação, onde os móveis são recriados, tornando-se peças únicas.


  • Do plástico recolhido nas praias eles fazem chinelos e sandálias (e agora também sapatilhas!) totalmente sustentáveis. A marca Zouri foi criada por dois amigos minhotos que sempre tiveram o "sonho" de limpar o oceano, livrando-o de garrafas e restos de redes. Adriana Mano, uma das responsáveis pelo projecto, lembra que cada par de chinelos ou de sandálias incorpora entre 80 a 100 gramas de plástico. "Para que se perceba mais facilmente, estaremos a falar em cerca de oito ou dez garrafas", refere.


  • O PLASBLOCK é uma componente alternativa aos tacos de madeira para paletes. Feito de materiais reciclados, é também 100% reciclável, que findo o seu período de vida útil permite um reaproveitamento total dos materiais utilizados e garantindo uma circularidade funcional das matérias-primas utilizadas.


  • A Toast Ale transforma um dos alimentos mais frequentemente desperdiçados, o pão, em cerveja! A empresa arrecadou mais de £2 milhões em receitas em 2019 e expandiu-se para os Estados Unidos, Brasil, África do Sul, e vários outros países. O crescimento da Toast Ale não assumiu a forma tradicional de fusões de empresas ou aquisições de negócios, pelo contrário, o seu modelo de negócio consiste em parcerias com fábricas de cerveja, padarias e escolas de pão da Califórnia à Holanda.


O que é certo é que as empresas que incorporam circularidade nos seus negócios estão a encontrar formas de salvar o planeta e ao mesmo tempo fazer lucro!


Citando o Papa Francisco:

“A Terra, a nossa casa, começa a parecer-se cada vez mais com uma imensa pilha de imundície. Em muitas partes do planeta, os idosos lamentam que, outrora, as belas paisagens estejam agora cobertas de lixo. Os resíduos industriais e produtos químicos utilizados nas cidades e áreas agrícolas podem levar à bioacumulação dos organismos da população local, mesmo quando os níveis de toxinas nesses locais são baixos. Normalmente não são tomadas medidas até que a saúde das pessoas tenha sido irreversivelmente afectada”.

Dá que pensar…





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